quinta-feira, janeiro 26, 2006

Explicação e Final


Hoje decidi escrever qualquer coisa aqui, mas sinceramente, antes de tudo o que possa parecer, apenas pretendo dar
uma explicação.
Este blog foi criado, para que eu
aprendesse a postar no outro, ao principio comecei a escrever no da Joana, mas ouve alguém que disse, que ela era jovem e devia colocar novos interesses no dela, se eu gostava de escrever que criasse um para mim…
Mas eu não sabia, escrevia os textos no
computador, mais tarde ela fazia os posts e colocava as imagens.
Depois apareceram 2 pessoas que á distancia começaram a explicar-me, então criei este, para aprender a colocar os animated gifs, porque acho graça as
imagens em movimento.
Sou uma pessoa simples, felizmente descomplexada, já ouvi falar em dinheiro, concursos, prémios, contagem de visitas, mas honestamente isso para mim é chinês, e não estou nada interessada nisso.
Sou apenas uma mãe, com uma grande dor, que tenta desesperadamente sobreviver.
Faço esta explicação porque tenho tido pressões de vários tipos, algumas até parece que não são pessoais, outras sei que são.
Mas deixei de escrever porque na minha ansiedade de descobrir o que se tinha passado, fiquei a saber parte da vida do meu filho, que desconhecia, apesar de estar a viver ao lado.
Para alguma das pressões que tenho tido, respondo que não vou revelar mais nada da vida dele e de gente que o rodeou. Esse assunto está encerrado, para mim, apenas para mim…mas não está encerrado, como explico no ultimo post do outro blog.
Por último só quero acrescentar, que com todos os defeitos que o meu filho tinha, os que eventualmente veio a adquirir… ele para mim era o melhor, as virtudes superavam tudo!
Sempre o hei-de recordar assim, e dava a minha vida por ele.
Só queria que ele voltasse mais uma vez, para lhe dizer quanto o amava, para o abraçar, para lhe pedir desculpa de não ter acreditado nele, quando me dizia que era infeliz, por não ter ficado lá nessa noite, por ter demorado a responder de manhã ao telefone, e por tudo o que agora sei que o atormentava.
Eu andei e ando à toa, a decidir se vou ou se fico. Quero ficar porque não quero magoar mais ninguém, nomeadamente as minhas filhas, quero ficar para “assistir” ao facto de que a morte dele não foi em vão, quero ficar porque se for, não sei se o vou encontrar.
Aqui vejo-o através da net, do que cá deixou, dos verdadeiros amigos/as, dos vídeos que deixou com as fotografias,
das músicas que fez, tenho medo de “perde-lo” ainda mais.
Não sei se vou conseguir, mas ando a tentar e muito. Também tenho tido muitas ajudas, cada vez aparecem mais ajudas.
Por explicar então porque não escrevo,
é que descobri espaços tão lindos para visitar, para combater alguns pensamentos que me atormentam, principalmente à noite, que nem tenho sentido necessidade disso.
Não sei se faz sentido, o que escrevi, mas a emoção continua a dominar-me enquanto escrevo, e nunca fui de reler o que escrevo, ou fazer rascunhos, por isso peço desculpa por alguma falha.


Hugo tu és o maior!!!
Continuas a ser!!!
Eu adoro-te com todas as minhas forças!!!
Espera por mim onde estiveres!!!
Vejo-te em breve???

mãe

quinta-feira, janeiro 12, 2006

inseparaveis

Diz a mae para a sua cria









Meu filho, se um dia o vento
levar meu coração por aí fora
tambem te levará a ti lá dentro...

Meu filho, se um dia o mar
afogar o meu coração nas suas dobras
tambem a ti terá de te abraçar...

Meu filho, se um dia a neve
cobrir o meu coração com o frio
será fluida e leve
que fará de nós dois o mesmo rio...

quarta-feira, janeiro 11, 2006

Hands On Approach - Tão Perto E Tão Longe


Por aqui fico, no teu olhar
Perco força sem resistir e sem mudar
Por aqui fico
O tempo pára mas logo foge
Estás tão perto e tão longe
Se me visses o gesto não chega
Não, não chega
Não me vês não me ouves se ao menos sonhasses
Nao me vês nao me ouves se ao menos sonhasses
Por aqui fico
Na tristeza caminho só
Sem pensar no que aprendi
Por aqui fico
O tempo pára mas logo foge
Estas tao perto e tao longe
Se me ouvisses um grito nao chega
Óh! Nao xega
Não me vês não me ouves se ao menos sonhasses
Não me vês não me ouves se ao menos sonhasses
(...)
Não me vês nao me ouves se ao menos sonhasses
Não me vês nao me ouves se ao menos sonhasses
Não me vês nao me ouves se ao menos sonhasses
Não me vês nao me ouves se ao menos sonhasses

sábado, dezembro 31, 2005

ULTIMO DIA DO ANO 2005


Chove...o dia esta feio...como feia é a morte...
Deve ser...pois nunca lhe vi o rosto...

Uma vez senti-lhe o cheiro...e vi a sua sombra...
O cheiro é fétido igual que aves mortas em decomposição.
Foi uma vez no hospital...à procura dum doente chegado, fui ter à morgue...
se bem que os cadáveres estavam congelados ou a baixa temperatura...
mas
sentia-se o cheiro...via-se o cheiro na paredes sombrias e escuras...
Hoje fui ver a morte...noutro lado...onde cheira a flores...mas só se vê lama...

"o cemitério"... lama no chão...lama nos sapatos...lama na alma...

Último dia do ano...os cabeleireiros aterefados com as cabeças...cheias de
lama...mas cobertas com cabelos brilhantes...loiros, pretos, castanhos, ruivos...

As pastelarias cheias de gente que se abastecia de fritos...chocolates...bolos...
champagne...

O cemitério estava deserto...senti uma tristeza profunda!!!
No natal ainda se lembram dos mortos...mas na noite de fim de ano...
a promeça

de diversão... uma noite onde tudo é permitido....quase até tirar olhos...
tudo é
levado ao exagero...para esquecer as agruras do ano...

Olhei para trás...os coveiros à chuva abriam novos buracos cantando...
botas de
borracha...impermeáveis castanhos...os que tinham...e la estavam na pré festança
deles...não fosse por aí aparecer mais um morto...que a morte não escolhe momento...

Lembro-me de ter pensado...se pudesse escolher...seria hoje...pelo menos ficava
em frente ao meu filho...

Mas não...afastei logo esse pensamento...ali é apenas um depósito de cadáveres, onde
os familiares, no principio vão mais vezes...depois menos...depois deixam até de ir...

Quando morrer...quero que o meu corpo desapareça...

Ou se aparecer...que seja cremada e a cinzas lançadas ao mar...
espalhdas nas ondas verdes !